Você pratica o manejo fitossanitário integrado?

Publicado em

17/8/2021

Controle Biológico

A entressafra, período entre o fim de uma safra e o início de uma nova lavoura, é um bom momento para iniciarmos com pé direito a próxima estação de cultivo. Mesmo comum menor número de atividades no campo, não podemos esquecer de colocar em prática o manejo fitossanitário integrado, para o controle de plantas daninhas, doenças ou mesmo de pragas.

Muitas vezes o manejo de plantas daninhas não é realizado e as áreas deixadas em pousio não recebem atenção do produtor. Com isso a dessecação fica para última hora, permitindo a permanência de plantas daninhas, tigueras ou rebrotas (plantas voluntárias resquícios da última safra cultivada).

O Manejo Integrado de Pragas (MIP) visa associar prevenção a métodos de curto prazo (mecânicos, físicos e químicos) e métodos de longo prazo (cultural e biológico), visando otimizar o controle de diferentes espécies de plantas daninhas.

A presença de plantas daninhas e sua dispersão contribuem para o aumento do banco de sementes de espécies competidoras sendo um desafio a mais durante a nova cultura.

O manejo fitossanitário integrado (envolvendo o uso de tecnologias para reduzir a pressão de plantas daninhas, ácaros, insetos-praga, nematoides, assim como doenças causadas por fungos, vírus e bactérias) na entressafra nos oferece diversos métodos de controle que podem ser escolhidos de acordo com as necessidades do produtor:

1. Plantas daninhas:

Para o manejo adequado de plantas daninhas, além dos tradicionais herbicidas contamos com a rotação de cultura, plantio de coberturas, adubos verdes, plantio de culturas de inverno, plantio direto e outros sistemas de cultivo. E, além de destruir os restos da cultura anterior, é importante respeitar o vazio sanitário nas regiões indicadas pela legislação. Aqui vale destacar que plantas de cobertura podem proporcionar supressão de plantas daninhas e, juntamente com o controle químico, compor o manejo adequado de plantas daninhas nas áreas agrícolas. Após o desenvolvimento da cobertura, o produtor poderá dessecar a área. Com o volume de palhada gerado, continuará o trabalho de preservação do solo, bem como realizar o plantio direto.

2. Insetos:

Para insetos-pragas, além de evitar a presença do alimento por meio de destruição de restos culturais, eliminação de plantas tigueras, vazio sanitário, recomenda-se para certas espécies o monitoramento e armadilhamento de entressafra.

3. Doenças:

A ausência de plantas hospedeiras contribui para a não proliferação das doenças e nematoides, minimizando ou retardando o seu aparecimento.

Com essas medidas reduzimos a ocorrência de plantas daninhas, assim como a disponibilidade de alimentos para as praga e doenças, evitando sua explosão populacional na entressafra.

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